quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

À Conversa com... Paulo Paixão



Paulo Jorge Pragana Paixão, natural de Alter do Chão e nascido a 26/01/1987, é ala do Eléctrico FC à duas épocas.
Um jogador onde as qualidades técnicas não passam desapercebidas a ninguém, deu os primeiros pontapés na bola na modalidade de futebol de 11 e pouco mais de meia década passou para o futsal, onde continua a praticar até aos dias de hoje.
Atualmente é o segundo melhor marcador da equipa que integra, com 11 golos, sendo que um foi na Taça de Portugal.

A.S. -  Começaste por praticar futebol e depois envergaste pelo futsal, a que se deveu essa mudança de modalidades?

Paulo Paixão: “Antes de mais quero agradecer o convite e a oportunidade que me foi concedida. respondendo à questão, comecei a jogar no ADA(Alter) no escalão de iniciados em futebol 11 até ao primeiro ano de juniores quando mudei para o Atlético Clube Fronteirense para o nacional, no segundo ano de júnior estive a época inteira parado e no ano seguinte o ADA apostou forte no futsal e fez-me um convite que aceitei a pronto, visto que era uma modalidade que adorava, pois já tinha ficado em 4º lugar nos nacionais de futsal no desporto escolar.”.

A.S. -  AD Alter foi, em 2006/2007 a tua primeira equipa em competição Oficial, como surgiu o convite para a integrares?
Paulo Paixão: “O convite, como já tinha referido surgiu, depois de uma época inteira parado, pela direção do Alter, mais precisamente pela mão de Francisco Aragonês que na altura era o vice-presidente do ADA e achei o projeto aliciante ao ponto de nem ter pensado duas vezes e ter aceite.”.


A.S. -  As tuas qualidades técnicas não passam desapercebidas a ninguém, isso é tudo talento ou é fruto de trabalho exaustivo?

Paulo Paixão: “Essa é uma pergunta bastante curiosa, eu tive um professor de educação física e treinador de futsal que me disse “não basta ter talento é preciso trabalhá-lo” e em parte acho que é verdade, acabando por ser um pouco das duas coisas.”.

A.S. -  Tiveste alguma formação na modalidade?

Paulo Paixão: “A única formação que tive foi no desporto escolar quando era juvenil e foi apenas um ano, mas que conseguimos um excelente 4º lugar no nacional, que comparando com muitos outros jogadores aqui do nosso distrito acaba por ser muito pouco. O meu primeiro ano como federado no futsal foi apenas no meu primeiro ano como sénior.”.

A.S. -  De Alter, para Campo-Maior depois para Elvas e agora estás na Ponte Sôr, quais os pontos fortes e pontos fracos que viveste em cada uma dessas cidades?
Paulo Paixão: “Todas elas têm mais pontos fortes do que fracos...em Campo-Maior o ponto forte foi mesmo a vontade com que se trabalhava e a seriedade de todos os que faziam parte do projeto, em Elvas o ponto forte foi o excelente plantel que tínhamos, que era mesmo muito forte. O ponto fraco foi mesmo a pouca afluência do publico ao pavilhão. Na Ponte Sôr há muitos pontos fortes desde o excelente balneário que temos, ao público e passando pela excelente claque (Ultras da Ponte) , ponto fraco não creio que o seja mas talvez as viagens longas que por vezes fazemos, mas quem quer jogar com os melhores sabe que tem mesmo de ser assim.”.

A.S. -  Depois de tanta "viagem", finalmente chegaste à divisão Nacional, como surgiu o convite do Eléctrico, tendo em conta que nesse preciso ano irias rumar a Sousel para representar a Associação Soujovem.

Paulo Paixão: “Sim, é verdade! Já tinha assinado pela Soujovem logo em Junho porque me tinham apresentado a melhor proposta entre equipas da distrital, mas em boa hora surgiu o convite do Eléctrico e decidi logo falar com os responsáveis da Soujovem para anular esse mesmo acordo, pois a minha vontade era jogar no nacional.”

A.S. -  Qual foi a primeira impressão do EFC?

Paulo Paixão: “A primeira impressão que tive do EFC foi desde logo muito boa, porque fui muito bem recebido por todos e deparei-me com um plantel cheio de qualidade, que no qual me juntei para ser mais um a ajudar.”.

A.S. -  Tendo em conta que um dos dois jogadores de fora da Ponte, como foste recebido?

Paulo Paixão: “Fui muito bem recebido e ao fim de uma ou duas semanas de trabalho já me sentia em casa, nunca fizeram distinção entre mim e qualquer outro jogador da "casa".”

A.S. -  Tens uma época e meia ao serviço do EFC, qual a tua avaliação sobre esta nova etapa na tua vida desportista?

Paulo Paixão: “A minha avaliação no clube é boa, temos sempre conseguido cumprir os objetivos a que nos proposémos e em relação a mim mesmo acho que tem estado a correr bem como eu esperava, dou tudo para ajudar o clube e isso tem sido recompensado.”.
A.S. -  Fizeste a pré-época nos Olivais, como foi?

Paulo Paixão: “Sim, fiz parte da pré-época no SL OLIVAIS foi uma experiência muito boa porque tive com uns dos melhores praticantes da modalidade do país, deu para aprender muito e ver que é uma realidade muito diferente do que se está habituado.”.

A.S. -  Tiveste a expetativa ou o convite para integrares a equipa?

Paulo Paixão: “Eu tive sempre a vontade de integrar o plantel, seria um grande marco na minha carreira desportiva e a dada altura que ia falando com os jogadores pensei poder ser possível até que o mister Luis Alves me chama à parte no final do terceiro ou quarto treino que fiz e me disse que gostaria de contar comigo no plantel e aí fiquei sempre com vontade de treinar cada vez mais e melhor até que reunimos com a direção, a qual o presidente me disse que tinha muita qualidade para ficar mas infelizmente não tinham verbas para mais nenhum jogador e eu fiquei algo desapontado mas de consciência tranquila de que fiz o meu melhor mas não foi possivel , talvez haja uma próxima oportunidade.”.

A.S. -  Em relação à atual classificação do Eléctrico, acreditas na ascenção de divisão?

Paulo Paixão: “Estamos a fazer um excelente campeonato onde só perdemos por uma vez e estamos la em cima da tabela. É claro que me passa pela cabeça ser campeão e subirmos embora seja um pouco cedo e tenhamos de trabalhar muito ainda para manter esta regularidade.”.

A.S. -  Qual foi o golo mais especial para ti?

Paulo Paixão: “O golo mais especial para mim penso que foi o golo que fiz ao Benfica (Plantel Principal)  não só por ter sido um bom golo mas também por ser a melhor equipa de Portugal e uma das melhores da Europa.”.

A.S. -  Como jogador, há alguma coisa que quisesses mudar na tua forma de agir?

Paulo Paixão: “Talvez mudasse a forma como por vezes protesto alguns lances, mas acho que isso também é normal e surge devido a uma grande vontade de ganhar sempre.”.

A.S. -  Agora estás na 3ª Divisão, desde esse patamar, como é visto o nosso Campeonato Distrital?

Paulo Paixão: “Agora estou na 3ª divisão mas já estive alguns anos no campeonato distrital e é completamente diferente a intensidade que se vive nos jogos e a qualidade de muitas equipas, mas acho que o nosso distrital também tem jogadores com qualidade embora haja cada vez menos equipas, o que acaba por afetar um pouco a modalidade.”

A.S. -  O que achas que podia mudar no distrital para ser mais competitivo?

Paulo Paixão: “Acho, na minha opinião que se devia apostar mais na formação como alguns clubes já o fazem para depois se conseguir  jovens com mais valor e não apenas fazer seniores e estar a espera muitas vezes daqueles que não servem para o futebol 11, penso que podia passar um pouco por aí.”.

A.S. -  Queres acrescentar mais alguma coisa?
Paulo Paixão: “Mais uma vez quero agradecer a oportunidade e dar os parabéns pelo excelente trabalho que tens vindo a desenvolver em prol da modalidade.”.

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