Paulo Jorge Pragana Paixão, natural de Alter do Chão e nascido a
26/01/1987, é ala do Eléctrico FC à
duas épocas.
Um jogador onde as qualidades técnicas não passam desapercebidas a ninguém,
deu os primeiros pontapés na bola na modalidade de futebol de 11 e pouco mais
de meia década passou para o futsal, onde continua a praticar até aos dias de
hoje.
Atualmente é o segundo melhor marcador da equipa que integra, com 11 golos,
sendo que um foi na Taça de Portugal.
A.S. - Começaste por praticar
futebol e depois envergaste pelo futsal, a que se deveu essa mudança de
modalidades?
Paulo Paixão: “Antes de mais
quero agradecer o convite e a oportunidade que me foi concedida. respondendo à
questão, comecei a jogar no ADA(Alter) no escalão de iniciados em futebol 11 até
ao primeiro ano de juniores quando mudei para o Atlético Clube Fronteirense
para o nacional, no segundo ano de júnior estive a época inteira parado e no
ano seguinte o ADA apostou forte no futsal e fez-me um convite que aceitei a
pronto, visto que era uma modalidade que adorava, pois já tinha ficado em 4º
lugar nos nacionais de futsal no desporto escolar.”.
A.S. - AD Alter foi, em
2006/2007 a tua primeira equipa em competição Oficial, como surgiu o convite
para a integrares?
Paulo Paixão: “O convite,
como já tinha referido surgiu, depois de uma época inteira parado, pela direção
do Alter, mais precisamente pela mão de Francisco Aragonês que na altura era o
vice-presidente do ADA e achei o projeto aliciante ao ponto de nem ter pensado
duas vezes e ter aceite.”.
A.S. - As tuas qualidades técnicas não passam desapercebidas a ninguém, isso é tudo talento ou é fruto de trabalho exaustivo?
Paulo Paixão: “Essa é uma
pergunta bastante curiosa, eu tive um professor de educação física e treinador
de futsal que me disse “não basta ter talento é preciso trabalhá-lo” e em
parte acho que é verdade, acabando por ser um pouco das duas coisas.”.
A.S. - Tiveste alguma formação
na modalidade?
Paulo Paixão: “A única
formação que tive foi no desporto escolar quando era juvenil e foi apenas um
ano, mas que conseguimos um excelente 4º lugar no nacional, que comparando com
muitos outros jogadores aqui do nosso distrito acaba por ser muito pouco. O meu
primeiro ano como federado no futsal foi apenas no meu primeiro ano como sénior.”.
A.S. - De Alter, para
Campo-Maior depois para Elvas e agora estás na Ponte Sôr, quais os pontos
fortes e pontos fracos que viveste em cada uma dessas cidades?
Paulo Paixão: “Todas elas têm
mais pontos fortes do que fracos...em Campo-Maior o ponto forte foi mesmo a
vontade com que se trabalhava e a seriedade de todos os que faziam parte do
projeto, em Elvas o ponto forte foi o excelente plantel que tínhamos, que era
mesmo muito forte. O ponto fraco foi mesmo a pouca afluência do publico ao
pavilhão. Na Ponte Sôr há muitos pontos fortes desde o excelente balneário que
temos, ao público e passando pela excelente claque (Ultras da Ponte) , ponto
fraco não creio que o seja mas talvez as viagens longas que por vezes fazemos,
mas quem quer jogar com os melhores sabe que tem mesmo de ser assim.”.
A.S. - Depois de tanta
"viagem", finalmente chegaste à divisão Nacional, como surgiu o
convite do Eléctrico, tendo em conta que nesse preciso ano irias rumar a Sousel
para representar a Associação Soujovem.
Paulo Paixão: “Sim, é verdade!
Já tinha assinado pela Soujovem logo em Junho porque me tinham apresentado a
melhor proposta entre equipas da distrital, mas em boa hora surgiu o convite do
Eléctrico e decidi logo falar com os responsáveis da Soujovem para anular esse
mesmo acordo, pois a minha vontade era jogar no nacional.”
A.S. - Qual foi a primeira
impressão do EFC?
Paulo Paixão: “A primeira
impressão que tive do EFC foi desde logo muito boa, porque fui muito bem
recebido por todos e deparei-me com um plantel cheio de qualidade, que no qual
me juntei para ser mais um a ajudar.”.
A.S. - Tendo em conta que um dos dois jogadores de fora da Ponte, como foste recebido?
Paulo Paixão: “Fui muito bem
recebido e ao fim de uma ou duas semanas de trabalho já me sentia em casa,
nunca fizeram distinção entre mim e qualquer outro jogador da "casa".”
A.S. - Tens uma época e meia ao
serviço do EFC, qual a tua avaliação sobre esta nova etapa na tua vida
desportista?
Paulo Paixão: “A minha
avaliação no clube é boa, temos sempre conseguido cumprir os objetivos a que nos
proposémos e em relação a mim mesmo acho que tem estado a correr bem como eu
esperava, dou tudo para ajudar o clube e isso tem sido recompensado.”.
A.S. - Fizeste a pré-época nos
Olivais, como foi?
Paulo Paixão: “Sim, fiz parte
da pré-época no SL OLIVAIS foi uma experiência muito boa porque tive com uns dos
melhores praticantes da modalidade do país, deu para aprender muito e ver que é
uma realidade muito diferente do que se está habituado.”.
A.S. - Tiveste a expetativa ou o
convite para integrares a equipa?
Paulo Paixão: “Eu tive sempre
a vontade de integrar o plantel, seria um grande marco na minha carreira
desportiva e a dada altura que ia falando com os jogadores pensei poder ser
possível até que o mister Luis Alves me chama à parte no final do terceiro ou
quarto treino que fiz e me disse que gostaria de contar comigo no plantel e aí
fiquei sempre com vontade de treinar cada vez mais e melhor até que reunimos
com a direção, a qual o presidente me disse que tinha muita qualidade para
ficar mas infelizmente não tinham verbas para mais nenhum jogador e eu fiquei
algo desapontado mas de consciência tranquila de que fiz o meu melhor mas não
foi possivel , talvez haja uma próxima oportunidade.”.
A.S. - Em relação à atual
classificação do Eléctrico, acreditas na ascenção de divisão?
Paulo Paixão: “Estamos a fazer um excelente campeonato onde só
perdemos por uma vez e estamos la em cima da tabela. É claro que me passa pela
cabeça ser campeão e subirmos embora seja um pouco cedo e tenhamos de trabalhar
muito ainda para manter esta regularidade.”.
A.S. - Qual foi o golo mais
especial para ti?
Paulo Paixão: “O golo mais
especial para mim penso que foi o golo que fiz ao Benfica (Plantel Principal) não só por ter sido um bom golo mas também por
ser a melhor equipa de Portugal e uma das melhores da Europa.”.
A.S. - Como jogador, há alguma
coisa que quisesses mudar na tua forma de agir?
Paulo Paixão: “Talvez mudasse
a forma como por vezes protesto alguns lances, mas acho que isso também é
normal e surge devido a uma grande vontade de ganhar sempre.”.
A.S. - Agora estás na 3ª
Divisão, desde esse patamar, como é visto o nosso Campeonato Distrital?
Paulo Paixão: “Agora estou na 3ª divisão mas já estive alguns anos
no campeonato distrital e é completamente diferente a intensidade que se vive
nos jogos e a qualidade de muitas equipas, mas acho que o nosso distrital também
tem jogadores com qualidade embora haja cada vez menos equipas, o que acaba por
afetar um pouco a modalidade.”
A.S. - O que achas que podia
mudar no distrital para ser mais competitivo?
Paulo Paixão: “Acho, na minha
opinião que se devia apostar mais na formação como alguns clubes já o fazem
para depois se conseguir jovens com mais
valor e não apenas fazer seniores e estar a espera muitas vezes daqueles que não servem para o futebol 11, penso que podia passar um pouco por aí.”.
A.S. - Queres acrescentar mais
alguma coisa?
Paulo Paixão: “Mais uma vez
quero agradecer a oportunidade e dar os parabéns pelo excelente trabalho que
tens vindo a desenvolver em prol da modalidade.”.


À Conversa com... Paulo Paixão